A montagem, que tem direção e adaptação de Domingos de Oliveira, texto original de João Ubaldo Ribeiro, ficará em cartaz somente de 05 de março a 02 de maio, no Teatro do Fashion Mall. Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria do teatro, pela internet no site www.ingresso.com ou pelo telefone 40032330.
Grande sucesso de público e crítica, “A Casa dos Budas Ditosos”, com Fernanda Torres, traz o humor e o erotismo de volta ao Rio, para curtíssima temporada no Teatro Fashion Mall
Fernanda Torres interpreta uma baiana de 68 anos que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Em cena, ela conta, com muito humor, histórias de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz.
Quando Domingos Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo, percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Para escolher a atriz, Domingos pensou que “precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”. Pareceu ao diretor que deveria ser uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e quarenta e poucos anos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”.
Esse recurso simples de utilizar uma mulher jovem para viver uma senhora sexagenária que se lembra de detalhes de toda sua vida acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa e ri é a mulher no seu ideal de completude, em uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar-se indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível deixar de associá-los ao nosso próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral talvez seja a grande experiência sensorial do espetáculo.
“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.
Fernanda Torres encontrou neste convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a um monólogo de Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança para que Domingos de Oliveira e Fernanda Torres optassem pela limpeza absoluta, pondo em prática a máxima: quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais o livro “Nossa Vida Sexual”, de Fritz Khan, e os dois Budas Ditosos – estátuas em miniatura de dois pequenos budas praticando sexo.
A diretora de criação, Daniela Thomas, soube sintetizar nessa simplicidade a luxúria que deu origem ao texto. Utilizando um fundo preto de cenário e uma mesa de vidro, permitiu que a verdadeira arquitetura em cena estivesse presente apenas na caracterização da personagem. Os balangandãs da baiana, jóias, batom, cabelo, peitos, estampa, volúpia e excessos são trazidos em cena por ela; e com ela vão embora.
A CASA DOS BUDAS DITOSOS
Gênero: Comédia.
ELENCO:
Fernanda Torres – Libertina baiana
FICHA TÉCNICA:
Domingos de Oliveira – direção e adaptação
Daniela Thomas – direção de arte
Wagner Pinto – iluminação
Carmen Mello – direção de produção
PERFIS
Fernanda Torres
Libertina Baiana
Com extensa lista de trabalhos nas diversas mídias, a atriz iniciou sua carreira em teatro, em 1983, com “Rei Lear”, de William Shakespeare. Desde então, atuou em diversas montagens: “Orlando” (1989 – de Virgínia Woolf, com direção de Bia Lessa); “The Flash e The Crash Days” (1992), “O Império das Meias Verdades” (1993) e “Don Juan” (1995), os três com direção de Gerald Thomas; “5 x Comédia” (1996 – de Mauro Rasi, com direção de Hamilton Vaz Pereira), “Da Gaivota”, baseado na obra de Anton Tchekhov (1998 – com direção de Daniela Thomas); “Duas Mulheres e um Cadáver” (2000 – de Patrícia Melo e direção de Aderbal Freire Filho); e “A Casa dos Budas Ditosos” (desde 2003). Em 2009 Fernanda estreiou como dramaturga com Deus é química, no qual atuou ao lado de Luiz Fernando Guimarães, Jorge Mautner, Francisco Cuoco e elenco.
Premiada em cinema, Fernanda Torres trabalhou em 20 filmes, entre eles: “A Marvada Carne” (1984 – direção de André Klotzel e prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado); “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986 – de Arnaldo Jabor e prêmio de Melhor Atriz nos Festivais de Cannes, Cuba e no Air France Award); “KUARUP” (1987¬ – de Ruy Guerra); “One Man’s War” (1990 – co-produção EUA/Reino Unido, com Anthony Hopkins e Norma Aleandro); “Terra Estrangeira” (1994 – direção de Walter Salles Jr. e Daniela Thomas); “O Que É Isso, Companheiro?” (1996 – de Bruno Barreto e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998); “Os Normais” (2003 – direção de José Alvarenga Jr.); “Redentor” (2004 – de Cláudio Torres); e “Casa de Areia” (2005 – de Andrucha Waddington). Em 2009 estev em cartaz com Normais 2, sucesso de bilheteria.
Em televisão, fez inúmeras participações em novelas, séries especiais, como “A Comédia da Vida Privada”, seriados como “TV Pirata”, o sitcom “Os Normais” e “Os Amadores”; “Odeio Você”; todos na TV Globo.
Domingos de Oliveira
Diretor
Cronista das relações humanas em narrativas que enfatizam a ansiedade e a intensidade de seus personagens, Domingos de Oliveira começou sua carreira como diretor nos palcos do Rio de Janeiro, nos anos 60. De Neil Simon, adaptou para teatro “Lost in Yonkers”, sob o título de “É proibido Amar”. E mais recentemente “Jake’s Women”, com o título “As Mulheres da Minha Vida”, que marcou o encontro nos palcos do ator Antônio Fagundes com o diretor Daniel Filho. Também envolvido com o cinema, assinou produções como o longa-metragem “Amores”, de 1996, uma adaptação da peça de mesmo nome que venceu o Prêmio Shell naquele ano, como melhor texto de teatro. Já o filme lhe rendeu três “kikitos” no Festival de Gramado ainda em 1998. “Separações”, também filmagem da peça homônima, foi apresentado com sucesso no Festival Rio-BR em 2002.
João Ubaldo Ribeiro
Autor
Ocupante da Cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Letras, nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941. Em 1963 escreve seu primeiro romance, “Setembro não faz sentido”, com o prefácio de Glauber Rocha. Em 1971 lança “Sargento Getúlio”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1972 na categoria “Revelação de Autor”, que em 1978 chega aos EUA e anos mais tarde ganharia as telas de cinema. Publica, em 1974, o livro de contos “Vencecavalo e o Outro Povo”.
Em 1982 inicia o romance “Viva o Povo Brasileiro” lançado em 1984 – vencedor do Prêmio Jabuti na categoria “Romance” e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio. Em 1983, estréia na literatura infanto-juvenil com “Vida e paixão de Pandonar, o cruel”. Em 1989 lança o romance “O sorriso do lagarto”, que posteriormente se tornaria minissérie na TV Globo. Em 1990, publica o infanto-juvenil “A vingança de Charles Tiburone”. Durante a IX Bienal do Livro – Rio de Janeiro, em abril de 1999, lançou o livro “A Casa dos Budas Ditosos”. Em 2000 lançou “Miséria e grandeza do amor de benedita”, em 2002, “Diário do farol” e em 2009 foi a vez de “O albatroz azul”.
Carmen Mello
Diretora de produção
Iniciou sua carreira no teatro em 1980 criando e executando projetos de qualidade e viabilizando o acesso do grande público a eventos culturais e sociais, sempre visando o melhor resultado na área cultural – tanto para o público quanto para patrocinadores. Participou de projetos como: “Lobo de Rayban” (Direção José Posse Neto com Raul Cortez e Christiane Torloni); “O Quadrante” (Direção e criação de Paulo Autran); “Dona Doida” (Direção Naum Alvez de Souza com Fernanda Montenegro); “Gilda um Projeto de Vida” (Direção José Possi Neto com Fernanda Montenegro e grande elenco); “Dias Felizes” (Direção Jacqueline Laurence com Fernanda Montenegro e Fernando Torres); “Da Gaivota” (Direção Daniela Thomas com Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Matheus Nachtergaele e Antonio Abujamra); “Fernanda em Cena” (exposição comemorativa de 50 anos de carreira da atriz Fernanda Montenegro); “Alta Sociedade” (Direção Mauro Rasi com Fernanda Montenegro e Ítalo Rossi); “Oficina de Leituras Dramáticas” (Direção Fernanda Montenegro); “Encontros com Fernanda” (com Fernanda Montenegro); “Viver Sem Tempos Mortos” (com Fernanda Montenegro); “Deus É Química” (com Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães e grande elenco); “A Casa dos Budas Ditosos” (Direção Domingos de Oliveira, com Fernanda Torres).
SERVIÇO
A Casa dos Budas Ditosos - com Fernanda Torres
Texto de João Ubaldo Ribeiro
Direção de Domingos de Oliveira
Teatro Fashion Mall – Sala 1
Estrada da Gávea, 899 – 2° piso – Telefone: 3322-2495
Temporada: de 05 de março à 02 de maio
De sexta à domingo:
Sexta, às 21h30, R$ 80 / Sábado, às 21h30, R$ 90 /Domingo, às 20h, R$ 80
Classificação etária: 18 anos